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Line-up SPFW Verão 2013/14


Mar11


                                                                       
©Reprodução<strong>

Por Camila Novaes

</strong>Abrindo o calendário oficial da moda brasileira e consolidando as alterações sofridas pelo mesmo no ano passado, de 18 à 22 de março, a edição Verão 2013/14 do SPFW retoma o prédio da Bienal no Ibirapuera. Humberto e Fernando Campana são os responsáveis pela concepção e curadoria do evento. 

Reinaldo Lourenço, Maria Bonita, André Lima, Jefferson Kulig, Movimento, Maria Garcia, Paula Raia e Vitorino Campos
não desfilam nesta temporada e Iódice passa a apresentar sua coleção no Fashion Rio.

Confira o line-up acima e não perca a cobertura completa de toda a semana no FFW !


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Biografando Balenciaga


Feb06

master-of-us-all.jpg

                                ©<em>Reprodução

</em><strong><strong>Por Camila Novaes

</strong></strong>

Mito do século XX por seu talento inquestionável e sua discrição pessoal, Cristóbal Balenciaga é, ao mesmo tempo, figura ideal e desafiadora aos olhos de um biógrafo. Ícone da alta-costura em seus tempos áureos, Balenciaga só concedeu uma entrevista durante toda a sua carreira, após anunciar sua aposentadoria, em 1968. Quem aceitou a tarefa - nada simples, porém muito prazerosa – de contar em prosa a história do estilista foi Mary Blume. Juntando relatos de pessoas próximas à Balenciaga, um seleto material da mídia internacional e os próprios conhecimentos sobre sua vida e a obra, a autora lançou no dia 05 deste mês The Master of Us All: Balenciaga, His Workrooms, His World.

Como o próprio nome afirma, o livro traça um panorama da vida profissional e pessoal de Balenciaga: a origem em uma vila de pescadores no País Basco; sua ida para Paris, em 1936, quando fundou sua Maison, na Avenue George V; a aposentadoria autoimposta, etc. A autora não deixa de lado eventos do contexto histórico-social simultâneos à essa trajetória e o modo como o estilista lidou com eles, como a Segunda Guerra Mundial – quando Hitler quis que os grandes nomes da couture, concentrados em Paris,  levassem seus ateliês para Berlim-  e a Guerra Civil Espanhola, sendo a esposa de Franco uma cliente de longa data.

A manga-melão, os vestidos “saco” e babydoll, o chapéu véu e outras invenções marcantes na história da moda estão presentes na narração, em detalhes, do cotidiano do espanhol, nos permitindo conhecer traços de sua personalidade: um homem simples, perseverante, obcecado por mangas e, acima de tudo, muito sério, perfeccionista em seu trabalho. Traços típicos de um criador da época em que se primava, acima de tudo, uma qualidade preciosa na execução das roupas, resultando em uma peça única e digna de clientes fidelíssimas, as quais confiavam aos estilistas suas autoestima e elegância.

A importância e influência, direta ou indireta, que Balenciaga tem até hoje sobre diversos estlistas também aparecem no livro, às vezes por meio de episódios curiosos.A autora conta que Emanuel Ungaro foi seu assistente, Courrèges conheceu sua esposa em uma visita à Maison e Karl Lagerfeld se sentiu inspirado a ter uma vida na moda ao ver uma modelo vestindo Balenciaga, na primeira vez em que teve contato com uma Vogue.

Essa riqueza de particularidades presente no livro não teria sido alcançada sem Florette, a principal fonte e parceira de Blume nessa empreitada. Florette foi a primeira e mais devotada vendedora da loja parisiense de Balenciaga, o conheceu intimamente e complementava seu trabalho, com muito carisma e maestria em cativar em cuidar da clientela.

Mary Blume cumpriu o desafio com sucesso e a biografia já esta sendo considerada uma homenagem ao grande mestre, além de um belo presente para seus aprendizes e admiradores.


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Exposição "Lady Dior As Seen By" chega ao Brasil


Feb05

Lady Dior As Seen By – A union between Art and Fashion
                                                      Lady Dior por Nan Goldin©<em>Reprodução

</em>Por Camila Novaes<em><b><span lang="PT-BR">

</span></b></em>De 21 de fevereiro a 10 de março o Instituto Tomie Ohtake exibe a mostra "Lady Dior As Seen By", uma homenagem de artistas contemporâneos- fotógrafos, pintores, estilistas, escultores,designers ,etc. - a mais famosa bolsa da Maison Dior, criada em 1995. <span lang="PT-BR">

A exposição é itinerante e já passou por cidades como Milão, Pequim e Tóquio.
Mais de 70 obras envolvendo o acessório compõem a exibição, entre elas criações de Patrick Demarchelier, Nan Goldin, David Lynch, Wen Fang, Maarten Baas e John Cameron Mitchell. 
Em São Paulo o acervo fixo ganha seis novas peças, sendo três delas criadas pelos artistas brasileiros Laerte Ramos, Brigida Baltar e Tunga.


LADY DIOR AS SEEN BY@ INSTITUTO TOMIE OHTAKE
</span> 
De 21/02 a 10/03 - terças a domingos das 11h às 20h

Rua dos Coropés, 88, Pinheiros - São Paulo

Entrada Franca


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Laurindo Feliciano - Surrealismo e nostalgia em colagens


Jan30


                                            All I loved ©Laurindo Feliciano/Reprodução

Por Camila Novaes

Ilustrações e colagens vêm aparecendo como intervenções em editoriais de moda pelo mundo todo. O incrível trabalho de Laurindo Feliciano ainda não estampou nenhuma grande publicação fashion, mas enche nossos olhos e mentes de inspiração.

Laurindo é um mineiro de Belo Horizonte nascido em 1980 e radicado em Paris desde 2003. Formado em design de interiores trabalhou em escritórios de design e arquitetura antes de decidir se entregar exclusivamente à sua vocação artística, em 2009. A partir de então, vem criando ilustrações e colagens como respostas visuais a obsessões que ele carrega desde muito jovem, em um trabalho íntimo que não se explica com palavras, mas sim, através de imagens.

O processo de criação começa manualmente com tesoura, cola, lápis, giz de cera, revistas, livros, cartas e postais antigos e termina no Photoshop. As pesquisas de referências e inspirações para cada composição partem da filosofia, do conflito vida x morte, da história natural, do comportamento animal, da semiótica, das belas artes, das formas orgânicas, do cinema, de músicas e também da sua relação com família e amigos.

 O resultado são colagens lindas com um ar nostálgico e cheias de surrealismo. Ao juntar e associar imagens de maneira livre e inusitada, Laurindo provoca uma nova sensação e um novo olhar sobre elementos que não se combinam logicamente no mundo real, fazendo com que seus significados originais se afastem visualmente do óbvio e permitindo que cada espectador atribua uma nova interpretação a eles. As memórias coletiva e individual, postas em primeiro plano, como tema conceitual, deixam a vagueza do passado e adquirem também valores renovados na obra, ao serem imersas no contemporâneo.

O trabalho de Laurindo já foi exposto em Paris e Nova York e publicado em revistas, sites e blogs de diversos países.

Para saber mais visite seu site oficial (www.laurindofeliciano.com) onde estão à venda suas colagens em pôsteres, cartazes e também estampadas em camisetas, bolsas, almofadas, capinhas para iPhone, etc.


                         L'inutile est essentiel©Laurindo Feliciano/Reprodução

           En 1848 Darwin se rend à Malvern©Laurindo Feliciano/Reprodução

                                              Believe ©Laurindo Feliciano/Reprodução


                        On fashion and shame©Laurindo Feliciano/Reprodução


                       We can love rainy days©Laurindo Feliciano/Reprodução


                                        Pixies©Laurindo Feliciano/Reprodução


                           Les utopies en macrhe©Laurindo Feliciano/Reprodução


                                                First love©Laurindo Feliciano/Reprodução


                            Portrait of James Dean ©Laurindo Feliciano/Reprodução


             Homesick©Laurindo Feliciano/Reprodução


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Os figurinos indicados ao Oscar 2013


Jan16

Por Camila Novaes

Confira abaixo os concorrentes à estatueta de melhor figurino. Por mais um ano se repete a preferência de idumentárias de filmes de época e contos de fadas, que saltam aos olhos pela elaboração complexa e o trabalho primoroso dos figurinistas. Todos os títulos estão indicados também ao BAFTA , na mesma categoria, com exceção de "<i>Espelho, Espelho Meu".


                                                       Anna Karenina ©Reprodução

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<strong>ANNA KARENINA – JAQUELINE DURRAN 

</strong>Para traduzir nas telas o romance de Tolstói, sobre o conflito amoroso de uma aristocrata russa no final do século XIX, interpretada por Keira Knightley, o diretor Joe Wright escolheu Jaqueline Duran. É a terceira vez que a figurinista trabalha com Joe e Keira, ela foi a responsável pelos figurinos de “Desejo e Reparação” (2007) e “Orgulho e Preconceito” (2005), sendo também indicada ao Oscar por esse dois títulos. Para a produção das peças Jaqueline se inspirou em elementos do vestuário da Rússia Imperial e na silhueta marcada e bem estruturada de Dior nos anos 50. As jóias usadas no longa são Chanel. 

 

<i>                   
                                                  Branca de Neve e o Caçador ©Reprodução

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<span lang="PT-BR">BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR - COLLEEN ATWOOD

O desafio de Colleen Atwood com “A Branca de Neve e o Caçador” foi reinterpretar o figurino clássico da princesa, eternizado pela animação da Disney, de modo a torná-la uma guerreira. Tarefa nada fácil, mas que caiu nas mão certas. Colleen já tem no currículo nove indicações e três Oscars por : “Alice nos País das Maravilhas” (2010), “Memórias de uma Gueixa” (2005) e “Chicago” (2002).  Para Kristen Stewart, que interpreta o papel principal, a figurinista desenvolveu armaduras funcionais, que permitissem que a atriz se movimentasse nas muitas cenas de ação presentes no filme. E para Charlize Theron, a Rainha Ravenna, elaborou vestidos que equivalessem a couture no filme, com materiais dignos de contos de fadas como penas de pavão costuradas a mão, asas de besouro comestíveis e paetês de couro. </span>



                                                          Espelho, Espelho Meu
 ©Reprodução

ESPELHO, ESPELHO MEU – EIKO ISHIOKA


Vestidos de trinta e cinco metros de tecido e que pesam sessenta quilos, um baile com fantasias de animais gigantes, e uma tiara Van Cleef & Arpels que pertenceu a Grace Kelly. Esses são elementos que compõem o universo criado por  Eiko Ishioka  para a versão de Tarsem Singh's de Branca de Neve. O figurino é impecável e bem lúdico.A figurinista foi indicada anteriormente por “ O Drácula de Bram Stoker” (1992) de Francis Ford Coppola e seu trabalho não se limitava apenas ao cinema, passando por arquitetura, publicidade, videoclipes, etc. Eiko não chegou a ver o filme pronto pois faleceu em janeiro do ano passado.

 

 


                                                                   Lincoln ©Reprodução

<strong>LINCOLN - JOANNA JOHNSTON

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“Lincoln” tem como figurinista Joanna Johnston. Primeira vez indicada, Joanna já fez figurinos de outros sucessos como “Forrest Gump, o Contador de Histórias” (1994), “Operação Valquíria” (2008) e “De Volta Para o Futuro” 2 (1989) e 3 (1990). A figurinista trabalhou a partir de trajes originais preservados da época da Guerra Civil americana. Ternos escuros e cartolas para o presidente, papel de Daniel Day-Lewis, e vestidos de tecido nobre acinturados e decorados, com mangas bufantes, rendas e corsages para Mary Todd, interpretada por Sally Field. Para Joanna seu trabalho tende a ser mais sutil do que extravagante : “Se o filme passa diante de você , e você não nota os trajes, então o trabalho é bom”, explica.

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                                                             Os Miseráveis
 ©Reprodução


OS MISERÁVEIS - PACO DELGADO 

Paco Delgado também está sendo indicado pela primeira vez. O figurinista costuma trabalhar mais em produções espanholas e já assinou os figurinos de “A Pele que Habito”  (2011) e “Má Educação” (2004), ambos filmes de Almodóvar. Para desenvolver o vestuário de “Os Miseráveis”, musical que se passa no início do século XIX, na França, Paco buscou inspiração nas cores de Delacroix e Goya e em visitas que fez a museus parisienses. Para ele, os tecidos e as cores das mais de 2.200 peças desenvolvidas deveriam se relacionar diretamente com a emoção dos personagens. Para o personagem de Anne Hathaway o figurinista teve que fazer roupas e sapatos vegan. 

 

 


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